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BLOG / ivan.psg / / 4 min leitura

O Perigo de Terceirizar o Pensamento para IA - E Como Passei Por Isso Na Prática

Esse post talvez seja curto, pois não tenho muita expertisse no assunto para falar sobre, e sinto que se usasse IA para pesquisar e construir o texto:

  1. Eu estaria sendo hipócrita
  2. Iria sair algo que, mesmo que eu concordasse, não teria sido com minhas palavras

Aviso dado, quero iniciar o assunto com uma paráfrase de "Não terceirize sua culpa!" dita por um Dev que respeito e admiro muito, o Fábio Akita. Essa seria

NÃO TERCEIRIZE SEU RACIOCÍNIO

Sua mente, seu pensamento, sua consciência é uma das coisas mais preciosas que você possui. O vasto universo que tem dentro da sua cabeça (e eu não tô te chamando de cabeçudo) é único, insubstituível e mais capaz do que provavelmente você imagina.

Se é algo tão valioso, por quê então você vai pegar isso, jogar fora e fazer uma máquina, uma -> MÁQUINA <- "inteligente" pensar por você? Ela que, o poder "generativo" que possui, não é nada mais que combinativo de coisas injetadas?

IA serve para acelerar processos lentos e repetitivos e talvez auxiliar em processos criativos, PONTO. Sabe por que? Porque ela não tem humanidade, nem experiência real.

O que eu defino como (não) humanidade?

Sabe quando você pede um plano/guia de qualquer coisa e, mesmo com especificações, ela te passa algo irreal de se seguir? Isso não é humanidade. Ou quando você pergunta o que fazer sobre algo (um exemplo virá) e ela toma a decisão mais "lógica" possível? Sua tendência é acreditar porque parece fazer sentido.

"Ah, mas se você der um prompt de 50 linhas contando a história da sua vida e pedir pra IA agir como profissional X especializado na área Y..." ok, entretanto dá pra contar nos dedos quem tem a paciência de monge de fazer esse tipo de coisa. "Mas os modelos estão cada vez melhores e estamos próximos de IA chegar em humanos e bla bla" certo, porém até quando? Breve, breve esse negócio ficará insustentável, e, se não acredita em mim (com razão, eu sou um zé da esquina), pesquise falas de especialistas (de verdade, não vendedores de curso).

O ponto é: a IA é incrível, utilizo ela aos montes pra muita coisa, incluindo brainstorm de ideias, mas se você deixa de lado o que é seu, e uma das principais coisas (se não, a principal) que te faz único, o pensamento, o que sobra? Definitivamente, nada que seja "humano"

Não perca sua identidade!

O Exemplo e a Inspiração

Talvez pareça nada a ver, mas me senti muito encorajado a escrever isso depois de falar com o Github Copilot enquanto desenvolvia o meu projeto principal. O contexto era que eu, como estou aprendendo ainda, embolei Repositório com Entidade. Meu arquivo de entidade está como interface de métodos extendendo o modelo do Prisma e a implementação ficou com atributos e acesso a dados.

Depois que descobri que isso estava "incorreto", conversei com ela, dizendo:

eu estou frequentemente aprendendo e mudando minha forma de pensar enquanto desenvolvo esse projeto, porém por causa disso, fico refatorando a mesma parte e não conseguindo avançar para um MVP. Eu deveria manter assim por enquanto, já que não tenho pretensão de alterar o Prisma, ou é melhor alterar isso o mais rápido possível, para não dar dor de cabeça mais tarde?

Sua resposta foi que eu alterasse, porque não ia levar muito tempo e tudo mais. Mas hoje, em outro dia (eu tinha parado por aí), eu me peguei pensando "tem algo de errado com isso...", e mandei:

mas será que isso é realmente necessário, considerando o escopo do projeto? Será que deixar mais modular do que como está não seria apenas overengineering? Se funcionar, e o código estiver decentemente "mantível", não é o suficiente? Mesmo que esse projeto seja para aprendizado, também é necessário aprender quando, como e o quanto escalar a complexidade do código. Analise, raciocine, e me diga o que acha

Advinha qual foi o resultado?

Minha opinião direta Você está certo em questionar isso. Vou ser honesto: Para o estágio atual do seu projeto, o que você tem é suficiente e adequado. ... Conclusão: O seu código atual não é overengineering, nem underengineering. É proporcional ao escopo. A maior lição de arquitetura aqui não é técnica: Código bom o suficiente hoje vale mais que código perfeito nunca entregue.

Imagina só se eu escuto de cara sem raciocinar com o próprio crânio. Não é como se fosse cair um nuke na minha cabeça, mas é com coisas pequenas assim que é possível se alertar pra coisas maiores.

Por favor, me digam o que acham disso e me corrijam se eu falei (com certeza falei) alguma baboseira.

Fim da Transmissão