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BLOG / mrj / / 7 min leitura

🏗️ A jornada da CROM e a grande reorganização: o que saiu do ar, por quê, e o que vem agora

Em setembro de 2026 eu reorganizei a CROM inteira: juntei tudo num servidor só, concentrei a marca no crom.run e tirei do ar vários projetos. Neste post conto a jornada até aqui — dos servidores de Minecraft ao coletivo de devs — explico o que saiu do ar e por quê, e onde encontrar cada projeto.

Por que este post existe

Se você chegou aqui por um link antigo — marketnews, nodus, gitverso, crom.me ou qualquer outro — é porque aquele projeto saiu do ar na reorganização da CROM de setembro de 2026.

Nada foi apagado. Tudo foi guardado, e quase tudo continua com o código aberto. Mas eu precisava parar, olhar para tudo o que tinha construído e ser honesto sobre o que eu consigo manter. Este post conta como a CROM chegou até aqui, o que mudou e onde encontrar cada coisa.

A jornada

Antes da CROM

Eu conto essa parte com mais calma em 1/3 da vida, o porquê talvez eu programe, mas o resumo é: tudo começou com servidores de Minecraft montados com Hamachi e porta aberta no roteador, mesas de RPG no Discord, joguinhos na Unity e uma "rede social" em PHP com if infinito. Sempre a mesma vontade: criar mundos onde as pessoas se encontram.

2024–2025: os primeiros projetos em público

Em setembro de 2024 eu publiquei meu primeiro post no TabNews: um site de prompts gratuito, porque eu não achava um bom. Depois veio o MySaaS.

Em fevereiro de 2025 eu apresentei a CROM pela primeira vez: uma comunidade para transformar ideias em realidade, com o myshopping.social, o My.Opinion, o GridNews, o PartyTime e os Prompts. Depois de anos desenvolvendo em silêncio no meu quarto, decidi abrir as portas.

No fim de 2025 vieram as ferramentas de infraestrutura e privacidade: Crom-SSM (gerenciador de servidores), Nodus (mensageiro P2P criptografado), Crom-Nexus — e o meu Manifesto Pessoal, que resume o porquê de tudo isso: soberania digital. O que é construído aqui deveria pertencer a quem constrói.

Início de 2026: a explosão de projetos

Os primeiros meses de 2026 foram intensos. Quase toda semana saía um projeto novo: Sume, MarketNews, OI, MeuEu, GeoFlowMap, Cromva, OmniFiles, CroMedia, Crom-me (túneis e subdomínios próprios), Verbo (a linguagem de programação em português), Imagem Acompanhada, MiniBlog, P2P Secure Share, DBFakeAI, Crompressor, GitVerso, MiniApps… Tudo aberto, tudo no ar, tudo mantido por uma pessoa.

Maio de 2026: abrindo o servidor para estranhos

Em maio eu dei o passo mais ousado: montei um coletivo de devs com infraestrutura própria. A ideia não era vaga de emprego, e sim um protocolo: quem constrói, possui.

Pedi 5 pessoas e aceitei 11, divididas em Guardiões, Pilares e Forja. Tirei dinheiro do próprio bolso para ter 4 servidores: o do crom.run e mais três só para os membros. Recebemos a primeira doação — R$ 50 anônimos — e criei o crom.run/apoio para registrar publicamente todo apoio recebido. Contei tudo em A Jornada CROM: o que aconteceu depois que abrimos as portas.

Junho a agosto de 2026: a realidade

A poeira baixou e a realidade bateu na porta: muita gente entrou, pouquíssimos continuaram ativos. Lancei a Wiki com uma entrada mais filtrada e segui construindo — o crom-agente, as pesquisas de IA brasileira (Quimera, DNAI), o guia do Reticulum, o OpenLLM.

Enquanto isso, a infraestrutura crescia do jeito que cresce quando não há tempo para cuidar dela: serviços esquecidos rodando, bancos de dados acessíveis de fora, dois servidores fazendo papéis parecidos, configuração alterada direto em produção sem registro.

Por que eu reorganizei tudo

  • Não dá para manter dezenas de serviços sozinho. Cada projeto no ar é um compromisso: atualizar, proteger, responder quem usa. Eu estava falhando nesse compromisso com a maioria deles.
  • Custo. Tudo sai do meu bolso. Manter vários servidores para projetos sem uso não fazia sentido.
  • Segurança. Revisando tudo, encontrei portas abertas que não deveriam estar, senhas escritas no código e serviços que ninguém lembrava que existiam.
  • Motivação. Alguns projetos eu simplesmente perdi a energia para continuar — e prefiro dizer isso a deixar algo meio morto no ar.

O que mudou

  • Um servidor só. Tudo que continua no ar roda num único servidor, organizado, com cada projeto isolado no seu container.
  • Uma marca só: crom.run. O crom.me agora só redireciona para cá.
  • Nada editado direto no servidor. Todo código sai dos repositórios; a própria infraestrutura é versionada.
  • Backups automáticos e só as portas necessárias abertas.
  • Membros: o acesso de membros aos servidores foi encerrado por enquanto. A Wiki continua aberta para novos cadastros.

O que continua no ar

OndeO que é
crom.runEste site: blog, mblog, lab, ferramentas, Verbo, P2P Share, DBFakeAI, MiniApps, Sume
wiki.crom.runO portal da comunidade CROM
appshop.crom.runO AppShop — sites que vendem pelo WhatsApp, e a forma de a CROM se sustentar
wp.crom.runOs sites em WordPress, como o Bit Proibido e o Pulso Diário

O que saiu do ar

ProjetoO que eraOnde ler / onde está
NodusMensageiro P2P criptografadoArtigo · código
BitGuitarJogo de ritmo multiplayer, jogável até pelo terminalArtigo · código
dados.crom.runRepositório de datasets abertosArtigo · código
Imagem Acompanhada (up.crom.run)Analytics de imagens com privacidadeArtigo · código
myshopping.socialPlataforma de lojas onlineArtigo
GitVersoSoberania horizontal para projetos open sourceArtigo
MarketNewsFork do TabNews para Marketing DigitalArtigo
Pesquisa Soberana (search.crom.run)Motor de busca privado e local-firstVai ser refeito do zero · código atual
GeoFlowMap, Cromva, OmniFilesMapa 3D de fluxos, notas em markdown, gestor de arquivosEstou pensando em trazê-los de volta como páginas aqui dentro do crom.run · GeoFlowMap · Cromva · OmniFiles
CromIA (ia.crom.run, cloud.ia.crom.run, API)Site, portal de nuvem e API de IAGuardados no GitHub, sem serviço no ar
Crom-SSM (ssm.crom.run)Gerenciador de servidoresGuardado no GitHub
Feedback, MeuEuExperimentosGuardados no GitHub
crom.meDomínio antigoRedireciona para o crom.run

E agora?

Agora é menos coisa, mais bem feita. O foco imediato é o AppShop, que é a forma de a CROM gerar dinheiro para se sustentar e voltar a crescer. Os projetos que saíram do ar não morreram: estão guardados, a maioria com código aberto, esperando gente ou fôlego para voltar.

Tem interesse em algum projeto antigo?

Se você usava algum desses projetos, quer que algum volte, quer hospedar o seu ou quer ajudar a construir, fala comigo:

Obrigado a todo mundo que usou, testou, criticou, entrou no servidor, sumiu, voltou ou só leu algum post até aqui. A CROM continua — só que agora organizada.

Fim da Transmissão

Crom Ecossistema

Todas as ferramentas conectadas em um único lugar.

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